Marjorie Cseko Nolasco

Anda na difícil trilha da interdisciplinaridade e da pesquisa extensão, que não dissociam-se, por isto mesmo atua na popularização da Geologia e da Ciências. Trabalha em áreas de fronteira da geologia com a história, biologia e meio-ambiente, interfaces da ação geológica humana envolvendo o Quaternário, seja ele Antropoceno ou Holoceno. Especialmente em áreas de conflitos entre uso/comunidade e meio ambiente, buscando preferencialmente através da história ambiental e dos etnoconhecimentos, formas de recuperação, revitalização ou requalificação de áreas degradadas, e o aproveitamento, enquanto processo de conscientização, proteção, e conservação ambiental da diversidade, em especial da geodiversidade, seja no uso de pesquisa, didático-pedagógico, ou para geoturismo e Geoparques. Assim faz pesquisa e extensão em: 1. Tecnogênese/Antropoceno, 2. Património Geológico e Mineiro,Geodiversidade, Geoconservação, 3. História Ambiental, Planejamento, gestão e educação ambiental, 4. Uso e ocupação do solo, conflitos e impactos, riscos geológicos, 5. Semi-Árido e Desertificação, 6 . Áreas costeiras, marinhas rasas e recifes de corais, 7. etnogeologia / etnoconhecimentos. Utiliza destes conhecimentos para sugerir intervenções, ou construí-las com a comunidade, no planejamento e gestão ambiental, tecendo pontes entre setores técnicos e comunidades, por isso é consultora voluntária do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), de Cooperativas e Associações comunitárias..É professora da UEFS, desde 1986, na graduação em diversos cursos e Pós-Graduação, nos interdisciplinares Programas de Modelagem em Ciências da Terra e do Ambiente - PPGM e Mestrado Profissional em Rede Nacional para Ensino de Ciências Ambientais - PROFCIAMB. A UEFS, localizada na Caatinga, bioma esquecido, acentua a preocupação com o efeito e o uso social de pesquisas acadêmicas, com a popularização das ciências, com os processos geradores de modificações ambientais e com o uso dos recursos naturais, especialmente os geológicos e dentro deles a água. Atualmente tem pesquisas na Chapada Diamantina, Feira de Santana, Baixo Sul e região semi-árida da Bahia.Orientou/a alunos em Extensão, Iniciações Científicas, Monografias e dissertações de Mestrado e Doutorado, tanto de alunos brasileiros como estrangeiros. Escreveu artigos, capitulos e livros. Trabalha e coordenou diversos projetos na Chapada Diamantina sua principal região de estudo, em especial com o grupo garimpeiro,tendo feito diversas propostas em co-participação com a comunidade, trabalha com o grupos interdisciplinares da UEFS em História Ambiental e conflito, no INCT InTree da UFBA-UEFS, com Geodiversidade e na UFOP em Patrimonio e Geodiversidade. Atualmente constrói com a comunidade Chapadeira e aquelas de ancestralidade mineira ao longo da Serra do Espinhaço, com apoio de diversas IES o Registro de Memórias e Patrimônio da Chapada Diamantina, através de compartilhamento de saberes e mobilização social a Mapatona Garimpeira, voltada ao patrimônio histórico material do garimpo, a recuperação de água e ao combate aos incêndios.Dra. em Geociências pela UFRGS em 2002 (Estratigrafia), Mestre em Geologia (Sedimentologia) e Geóloga pela UFBA em 1987 e 1982 respectivamente. Foi coordenadora do PPGM entre 2007 e 2011, conselheira e fundadora na Câmara Interdisciplinar da FAPESB do seu início até 2011, na Câmara de Geologia e Minas do CREA-BA (2002 a 2017) e no CONFEA de 2021-2023. Foi das diretorias da Associação de Docentes da UEFS, Sociedade Brasileira de Geologia - núcleo BA/SE, Associação Brasileira de Defesa do Património Geológico e Mineiro - AGeoBRh, da Comissão Fundadora da Sociedade Latinoamericana e Caribenha de História Ambiental - SOLCHA e das Comissões da Associação Geoparque Serra do Sincorá e Geoparque Morro do Chapéu, onde continua atuando. Atualmente é Coordenadora do Campus Avançado da Chapada Diamantina e do PROFCIAMB - Associada UEFS, da qual também é Vice-coordenadora Nacional em regime de triuvinat (Texto informado pelo autor)